A escola desempenha um papel essencial na formação cidadã e na construção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na defesa dos direitos humanos. Nesse contexto, o enfrentamento à violência contra as mulheres também integra o compromisso de uma educação que promove a cidadania e contribui para a transformação social.
Durante o Agosto Lilás, campanha nacional criada em referência à Lei Maria da Penha, instituições, organizações e a sociedade são convidadas a refletir sobre a violência de gênero e a fortalecer ações de prevenção, conscientização e proteção às mulheres.
Embora muitas vezes seja associada apenas às agressões físicas, a violência contra as mulheres assume diferentes formas. Ela pode se manifestar por meio de agressões psicológicas, violência sexual, ameaças, intimidações, controle da vida pessoal, violência patrimonial e outras práticas que restringem a liberdade, a autonomia e a dignidade das vítimas.
Os números confirmam a dimensão desse problema. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, o Brasil registrou, em 2025, 1.571 feminicídios e 4.189 tentativas de feminicídio, além de centenas de milhares de ocorrências relacionadas à violência doméstica, violência psicológica, ameaças e descumprimento de medidas protetivas.
Os dados demonstram que o feminicídio, em grande parte dos casos, é o desfecho de um ciclo contínuo de violências, que frequentemente começa de forma silenciosa. Por isso, identificar os primeiros sinais, acolher as vítimas e fortalecer as redes de proteção são medidas indispensáveis para interromper essa escalada de violência.
Nesse processo, a educação tem papel estratégico. Ao promover o respeito às diferenças, a igualdade de gênero e a cultura da não violência desde a infância, a escola contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e para a prevenção de comportamentos que perpetuam a violência contra as mulheres.
A ATEMPA reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da igualdade de gênero e de uma educação pública comprometida com a construção de uma cultura de paz. Combater a violência contra as mulheres é uma responsabilidade coletiva e passa, necessariamente, pela educação, pelo diálogo e pelo fortalecimento de políticas públicas que garantam proteção, acolhimento e justiça.

