Sem proposta do governo, Assembleia dos servidores da prefeitura define greve a partir do dia 1º de Abril

A greve, definida pela categoria municipária de Porto Alegre na Assembleia Geral desta terça-feira (25/3), é uma resposta aos constantes adiamentos feitos pelo governo do prefeito, Sebastião Melo, que deve a reposição da inflação nos salários e até compromissos da negociação de 2023, que ainda não foram cumpridos, como o pagamento das progressões e a parcela autônoma para os básicos abaixo do salário mínimo nacional. O Comando de Greve vai organizar as atividades dos dois primeiros dias de movimento paredista e encaminhar as deliberações de mobilização aprovadas na assembleia.

Ainda na tarde desta terça-feira, a direção do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), participou de reunião com o governo municipal, sendo que o prefeito Melo não compareceu. Mesmo com a pauta de reivindicações protocolada há mais de um mês e diversos compromissos firmados desde 2023 sem uma resposta efetiva da gestão, os representantes do prefeito pediram mais 15 dias para conclusão de um estudo das finanças da Prefeitura e que após, o prefeito receberia o Sindicato para conversar, mas sem nenhum indicativo de avanço nas questões da data-base 2025.

A cada ano o governo Melo usa a narrativa da falta de recursos e apresenta novos problemas para manter o arrocho salarial, que já chega a 33,40% de perdas mensais nos salários e no vale-alimentação, somente com a falta de correção da inflação.

MOBILIZAÇÃO:

>> Greve a partir das 7h do dia 1º de abril;

>> Assembleia Geral no dia 02 de abril, no final da tarde, no Centro de Eventos Barros Cassal (Rua Barros Cassal, 220);

>> Acompanhe a divulgação das atividades definidas pelo Comando de Greve nas redes do Simpa.