Dirigentes da Atempa denunciaram, nesta terça-feira (23), o grave impacto do fechamento de turmas imposto pelo governo municipal durante reunião com representantes do Executivo, da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e do Legislativo. A medida foi classificada como um desmonte da educação pública sem precedentes, com consequências diretas para estudantes, famílias e trabalhadores da educação.
A reunião contou com a presença de representantes da Atempa, do Simpa e do CPERS, além de direções de escolas e membros da comunidade escolar. Pelo governo, participaram o secretário-geral do Governo, André Coronel, o secretário adjunto da Smed, Jorge Murgas, o presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, Rafael Fleck, e vereadores. Mais uma vez, o secretário municipal de Educação, Leonardo Pascoal, não compareceu ao encontro.
Durante a reunião, foram expostas situações que evidenciam o descaso da gestão do prefeito Sebastião Melo com a educação pública. Entre os principais pontos denunciados estão a insegurança a que estudantes serão submetidos com o deslocamento para escolas mais distantes, a desorganização imposta às famílias, a sobrecarga das escolas e a completa falta de diálogo com a comunidade escolar.
A diretora da Atempa, Rosele Bruno de Souza, destacou a inexistência de vagas suficientes na rede estadual para absorver os estudantes afetados pelo fechamento das turmas, informação confirmada por levantamento realizado pela Associação. “Não pode haver um estudo que comprove a existência de vagas, porque nós visitamos as escolas e a maioria afirmou que não há vagas ou quadro de professores para garantir o atendimento das turmas. Estamos falando de crianças que já estavam matriculadas.’ afirmou.
Rosele também questionou como ficará o atendimento aos alunos de inclusão e alertou para a perda de estrutura oferecida pela rede municipal, como a alimentação escolar e os diversos projetos desenvolvidos, que não poderão ser absorvidos pela rede estadual devido à falta de estrutura. “É um ataque direto ao direito à educação dessas crianças. Se isso não for revertido, haverá uma grande evasão escolar, e a responsabilidade será do governo. O que estamos vivendo é um desmonte da educação, sem precedentes”, enfatizou.
Antes da reunião, as direções das entidades sindicais e representantes da comunidade escolar percorreram gabinetes de vereadores para denunciar os impactos da medida e buscar apoio para barrar o fechamento das turmas.
A Atempa seguirá acompanhando de perto a situação de cada escola, denunciando os prejuízos à educação pública e pressionando o governo para que essa medida, extremamente prejudicial aos estudantes e à comunidade escolar, não se concretize.

