Escolas sem Violência: pelo direito de ensinar e aprender

A violência nas escolas não é um acaso: é resultado do projeto do governo Melo, que demonstra descaso com os trabalhadores da educação e com toda a comunidade escolar.
Com ameaças constantes, trabalho precarizado e um quadro de servidores cada vez mais reduzido, setores como supervisão, orientação escolar e direção têm sido obrigados a assumir aulas para suprir a falta de professores.

A Atempa exige que o governo municipal de Porto Alegre preencha imediatamente as vagas abertas nas escolas e amplie o quadro de educadores, garantindo condições de trabalho, qualidade de ensino e segurança para todos.

A violência nasce das desigualdades sociais, da discriminação, da intolerância e do desrespeito ao próximo. Quando não é enfrentada, só se multiplica — atingindo de forma ainda mais dura mulheres, crianças, jovens e, em especial, a população negra e periférica.

A agressão gera um ciclo vicioso: crianças que sofrem violência tendem a reproduzir a mesma prática, sem conseguir lidar com emoções e conflitos de forma saudável.

Por isso, romper esse ciclo é urgente. Construir escolas seguras e comprometidas com a cultura da paz é essencial para termos uma sociedade mais justa, respeitosa e acolhedora.

Ações para combater a cultura da violência nas escolas:

  • Promover a educação para a paz e a igualdade;
  • Apoiar as vítimas, denunciar atos violentos;
  • Promover relações respeitosas e diálogo;
  • Valorizar e proteger os espaços públicos, em especial, as escolas;
  • Cobrar dos governos ações preventivas para as causas da violência, para a garantia da segurança e dos direitos humanos.