A manhã desta quinta-feira (30) foi marcada pela força e indignação da comunidade escolar, que mais uma vez ocupou as ruas de Porto Alegre em defesa da educação pública.
A Atempa, o Simpa e o CPERS realizaram um ato unificado em frente ao Palácio Piratini, reunindo estudantes, educadoras(es), mães, pais e famílias inteiras contra o fechamento de turmas nas escolas municipais e estaduais — mais um ataque articulado pelos governos de Sebastião Melo (MDB), Leonardo Pascoal e Eduardo Leite (PSDB).
A medida imposta pelos governos, sem qualquer diálogo com a comunidade escolar, prevê, a partir de 2026, o fim dos 6º anos nas escolas municipais, o encerramento dos 1º anos nas estaduais, e o fechamento das turmas do curso Normal/Magistério.
Além disso, há uma redução da carga horária de disciplinas como Artes, História, Geografia e Filosofia, desmontando a formação crítica e humanista que é essencial para uma educação pública de qualidade.
Em frente à casa do governo, mães, estudantes e educadoras(es) denunciaram os impactos devastadores da decisão: o rompimento de vínculos afetivos e pedagógicos, o aumento da evasão escolar, problemas de transporte, e o abandono das comunidades mais vulneráveis.
“Esse projeto desmonta o direito à educação pública e ignora completamente a realidade das escolas. O governo quer reorganizar o que não conhece — e destruir o que funciona”, destacou a direção da Atempa.
A entidade reafirmou que o fechamento de turmas é um grave retrocesso, que revela o descompromisso e o desprezo das gestões municipal e estadual pela educação pública.
Durante o ato, uma comissão formada por representantes das entidades foi recebida pela assessoria da Casa Civil, que se comprometeu a encaminhar uma reunião com o governador nos próximos dias.
A Atempa convoca desde já todas e todos para a audiência pública na Assembleia Legislativa, no dia 4 de novembro, que debaterá o fechamento de turmas e os impactos da política de retrocesso de Melo, Pascoal e Leite.

