A comunidade escolar da EMEF Nossa Senhora de Fátima realizou na manhã desta sexta-feira (12), um protesto em repúdio à decisão da do prefeito Sebastião Melo e do secretário de educação, Leonardo Pascoal, de fechar as turmas de 6º anos da escola a partir de 2025. A medida tem gerado forte preocupação entre mães, responsáveis, estudantes e profissionais da educação.
Medida foi anunciada sem diálogo e preocupa famílias
A decisão foi comunicada sem qualquer diálogo ou consulta à comunidade escolar. A mudança obrigará estudantes a serem transferidos para outras escolas, muitas vezes localizadas em bairros distantes, gerando insegurança no trajeto, riscos de exposição à violência urbana e ruptura com vínculos construídos ao longo dos anos.
“Meu filho vai ter que atravessar bairros perigosos para chegar à escola. Como vou garantir que ele chegue e volte em segurança?”, questionou uma mãe durante o ato. Outras famílias destacaram que a escola sempre funcionou como espaço de proteção, pertencimento e apoio comunitário.

Consequências diretas para estudantes e comunidade:
- Risco à segurança dos estudantes, que precisarão se deslocar por longas distâncias;
- Rompimento dos vínculos entre colegas, professores e equipe escolar;
- Prejuízos pedagógicos e emocionais decorrentes da mudança abrupta;
- Desestruturação da vida das famílias, que dependem da escola próxima ao território;
- Desmonte progressivo da unidade escolar, que pode perder ainda mais turmas no futuro.
Para educadoras e educadores da escola, trata-se de mais um passo no processo de enfraquecimento da educação pública municipal. O fechamento dos sextos anos desrespeita a história da escola e ignora completamente as necessidades da comunidade.

Atempa denuncia arbitrariedade e exige a manutenção das turmas
A Atempa esteve presente no protesto e reforça seu repúdio à decisão. Para a Associação, a medida é arbitrária, prejudica diretamente estudantes e famílias e revela mais um ataque da atual gestão à rede municipal de ensino.
“Não há justificativa pedagógica para fechar turmas inteiras e impor riscos às crianças. A Atempa seguirá denunciando essas ações e defendendo a permanência das turmas de sexto ano na EMEF Nossa Senhora de Fátima e nas demais escolas ameaçadas pela medida”, afirma a diretora da Associação, Marcia Ferreira.
Luta seguirá com a comunidade escolar
A Associação destaca que continuará ao lado da comunidade escolar, exigindo transparência, diálogo e políticas que garantam acesso, segurança, permanência e qualidade na educação pública.
A Atempa orienta que famílias e profissionais permaneçam mobilizados e reforça que o fechamento das turmas representa um grave precedente para toda a rede municipal.


