A manhã deste sábado (1º) foi marcada por mais um ato de resistência em defesa da educação pública. A Atempa e o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) estiveram ao lado da comunidade escolar da EMEF João Goulart, em uma caminhada de protesto contra o fechamento das turmas de 6º ano — medida prevista no projeto de municipalização imposto pelos governos Sebastião Melo (MDB) e Eduardo Leite (PSDB), conduzido pelo secretário de Educação Leonardo Pascoal.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, estudantes, mães, pais e educadoras(es) denunciaram o desmonte da escola pública e exigiram a manutenção do Ensino Fundamental completo. A manifestação faz parte de uma série de mobilizações organizadas pelas entidades e comunidades escolares contra o fechamento de turmas nas redes municipal e estadual.

O projeto dos governos Melo e Leite prevê o fim gradual das turmas de 6º ano entre 2026 e 2028, além da redução da carga horária de Artes, História, Geografia e Filosofia — um grave ataque à formação integral dos estudantes. Estima-se que cerca de 10 mil famílias sejam afetadas pela decisão arbitrária, tomada sem diálogo com a comunidade escolar.
“Essa luta é coletiva. As comunidades estão dizendo não ao retrocesso e não à exclusão. O fechamento de turmas desestrutura a vida das famílias e ameaça o direito das crianças a estudar perto de casa, em escolas que fazem parte do seu território”, destacou a direção da Atempa.
Durante o ato, as entidades reforçaram que a resistência segue crescendo e que a mobilização é o único caminho para barrar o projeto de desmonte da educação pública em Porto Alegre.

A luta continua
A mobilização na EMEF João Goulart somou-se ao Ato Unificado da última quinta-feira (30), que reuniu centenas de pessoas em frente ao Palácio Piratini e ao Paço Municipal. Para a Atempa, a união entre entidades, famílias e estudantes é a principal força para impedir que Melo, Pascoal e Leite levem adiante mais esse ataque à escola pública.
Próximas mobilizações
A Atempa convoca toda a comunidade escolar a participar das audiências públicas que debaterão o tema:
- Segunda-feira (3): Sessão na Câmara de Vereadores, com a presença do secretário de Educação Leonardo Pascoal.
- Terça-feira (4), às 10h30: Audiência pública na Assembleia Legislativa, sobre o fechamento de turmas e os impactos nas escolas.
Nenhuma turma a menos. A educação pública resiste e se fortalece nas ruas!

