Atempa cobra do secretário da educação respeito à Gestão Democrática e apresenta as demandas do CR

Apresentar as demandas do Conselho de Representantes da Associação, cobrar o respeito a Gestão Democrática das escolas – visto a ameaça às eleições de diretores/as feita pelo prefeito Sebastião Melo – e exigir esclarecimentos sobre a imposição da Secretaria Municipal de Educação (Smed) de proibir que funcionários/as terceirizados/as trabalhem nas escolas em que seus filhos, foram os principais pontos abordados pela Atempa durante reunião com o secretário de educação Maurício Gomes da Cunha.
A reunião, que ocorreu nesta quinta-feira (28), também contou com a presença do secretário adjunto, Dalmiro Lopes e demais representantes da pasta.

A direção da Atempa manifestou indignação pelo fato de o prefeito culpabilizar as escolas e os educadore/as pelos baixos níveis do Ideb.
Quando questionado sobre a rotatividade dos secretários da Smed, devido a sequência de escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro na pasta, inclusive envolvendo o filho do prefeito, o vereador Pablo Melo, o secretário admitiu que a troca de secretários impactou negativamente os índices do Ideb.
Mas ao ser indagado sobre as investigações policiais sobre o superfaturamento das obras de manutenção dos prédios escolares, o secretário e seu adjunto manifestaram desconhecimento.

Repúdio a Lista tríplice
A Associação também expôs sua contrariedade a declaração do prefeito, feita logo após sua reeleição, sobre estar avaliando a possibilidade (em âmbitos judiciais) de adotar o sistema de lista tríplice para a nomeação de diretores/as em escolas municipais.
“A lei da gestão democrática nas escolas é uma construção muito preciosa, pois é uma democratização das relações da sociedade. É inadmissível que as direções de escola sejam indicações políticas”, observou a diretora Isabel de Medeiros.
“Vale lembrar que quem trouxe à tona os escândalos de corrupção na Smed foram as direções de escola. E agora temos essa manifestação do prefeito sobre mudar a eleição de diretores. É no mínimo curioso”, completou a diretora Rosele Bruno de Souza.

Atempa exigiu providências quanto a proibição de funcionários trabalharem nas mesmas escolas que os filho
As diretoras também questionaram e exigiram providências quanto a imposição da Smed de proibir que funcionários/as terceirizados/as trabalhem nas escolas em que seus filhos estudam. Uma medida totalmente arbitrária e preconceituosa, que traz prejuízo à organização familiar, principalmente no acompanhamento das crianças no deslocamento até a escola.
O secretário disse desconhecer tal encaminhamento. Já o secretário adjunto tentou culpabilizar as empresas terceirizadas que contratam estes trabalhadores/as.
A direção da Atempa solicitou que essa restrição seja retirada, pois configura mais um obstáculo imposto a quem já precisa se submeter a um trabalho precário.
“Solicitamos que a Smed esclareça essa situação. Qual é a justificativa para retirar um profissional de dentro da escola em função de ter um filho ou neto, por exemplo, estudando na instituição”, questionou a diretora Luciane Congo.

Falta de RH e de condições adequadas nas escolas
Mais uma vez, a Atempa destacou a o número insuficiente de educadores/as e monitores/as nas escolas. A Associação ressaltou com a proximidade do ano letivo de 2025.
A direção também reforçou que está recebendo constantemente denúncias das escolas sobre a falta de estrutura e de profissionais para atender de forma adequada aos alunos de inclusão.
No final da reunião, a direção da Atempa solicitou que a Smed encaminhe, por escrito, as respostas as demandas apresentadas para que a Associação apresente ao Conselho de Representantes, que será realizado no dia três de dezembro, terça-feira, às 14h, no auditório do Edel Trade Center (Av. Loureiro da Silva, 2001).