Atempa alerta para impactos do fechamento dos sextos anos e defende projetos pedagógicos na rede municipal

A diretora da Atempa, Camila Reis, mediou a live de encerramento do projeto Fazeres Pedagógicos, que teve como tema “Os projetos na RME/POA e sua importância no espaço escolar – reflexões e perspectivas”. O encontro promoveu um importante debate sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre e os desafios enfrentados pelas comunidades escolares.

A atividade contou com a participação das professoras Cristiane Pelisolli Cabral, docente de Robótica Educacional na EMEF Heitor; Estela Benevenuto, professora volante dos anos iniciais e também coordenadora do EEABI da EMEF Vereador Martim Aranha; e Josseane Kerkhoff, professora e coordenadora do projeto Horta na Escola/Educação Ambiental da EMEF Nossa Senhora do Carmo.

Durante a live, Camila Reis destacou a importância de informar as comunidades escolares sobre as consequências do fechamento das turmas de sextos anos, medida imposta pelo governo Melo. Segundo a dirigente, muitas famílias ainda desconhecem a decisão e seus impactos. “O prejuízo para as famílias será muito sério. Por isso, a Atempa está realizando panfletagens em frente às escolas para alertar a comunidade sobre os efeitos desse fechamento”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a falta de vagas na rede estadual e a diferença de estrutura entre as redes de ensino. Camila ressaltou que as escolas municipais oferecem alimentação de qualidade, projetos no contraturno, atendimento em salas de recursos e outras estruturas que não estão presentes na rede estadual. Além disso, destacou que o Ideb da rede municipal se mantém estável nos anos finais, enquanto a rede estadual apresenta queda nos indicadores.

A dirigente também alertou para o risco de que, com o fechamento dos sextos anos, muitos estudantes fiquem sem escola, diante da insuficiência de vagas na rede estadual nas regiões correspondentes ao fechamento de turmas.A medida se soma a uma série de ataques à educação municipal, como a redução da carga horária de projetos, das horas-atividade, das bibliotecas e das secretarias escolares, além do enxugamento de disciplinas da área de Humanas. Camila criticou ainda a contratação do Instituto Alicerce, ao custo de R$ 75 milhões, sem exigência de formação adequada dos profissionais na área da educação.

Outras preocupações mencionadas incluem o calendário escolar cada vez mais exaustivo, os ataques às escolas de tempo integral e o remanejamento de monitores sem diálogo com a comunidade escolar.

Diante desse cenário, a diretora reforçou a necessidade de manter a população bem informada. “Seguiremos alertando sobre as consequências dessas medidas e lutando, lado a lado com a categoria e as comunidades escolares, para barrar os ataques à educação pública municipal”, concluiu.